Tag Archives: Mats Gustafsson

Jazz em Agosto 2015

jazz em agosto 2015

Um ano depois do que aparentava ser um fortuito lapso de sentido na excelência costumeira da programação do mais carismático festival português de música improvisada, os sons de exceção jazzística estão nesta semana de regresso ao Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para abonar um cartaz que, tal como testemunhado numa generosa fatia das suas anteriores 31 edições, promete não repetir momentos embaraçosos como os Continue reading

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“Schl8hof”, de DKV, Mats Gustafsson, Paal Nilssen-Love e Massimo Pupillo

capa dkv schl8hof

Dois anos depois do mítico concerto na edição de 2011 do festival austríaco Wels Music Unlimited, com curadoria de Peter Brötzmann, a Trost Records lança este “Schl8hof”, memória discográfica desse momento. Ao trio DKV – Hamid Drake na bateria, Ken Vandermark nos sopros e Kent Kessler no baixo – juntou-se uma outra tríade que repete o naipe instrumental: o baterista Paal Nilssen-Love, o saxofonista Mats Gustafsson e o baixista Massimo Pupillo. O possante e volúvel trio americano, cuja fundação remonta a meados da década de 90, distingue-se aqui pelo Continue reading

The Thing e Atomic ao vivo na Culturgest, Lisboa

São duas formações centrais nessa periferia cada vez mais relevante para o free jazz atual que é a Escandinávia, e partilham a espantosa coesão instintiva da secção rítmica norueguesa composta pelo contrabaixo de Ingebrigt Håker Flaten e pela bateria de Paal Nilssen-Love. The Thing e Atomic, que neste próximo domingo, 12 de fevereiro, merecem a honra de subir ao Grande Auditório da Culturgest, Lisboa, nasceram em 2000, reunindo igualmente outros talentos que, nestes ou noutros contextos, viriam a confirmar na última década a imensa vitalidade das suas “vozes” instrumentais: Fredrik Ljungkvist, Magnus Broo e Håvard Wiik, nos Atomic; e o explosivo saxofonista sueco Mats Gustafsson, nos The Thing. Se as lições aprendidas nos manuais decisivos do free e de linguagens improvisadas adjacentes são a matéria prima dos dois grupos, nos The Thing a energia do rock assume um papel igualmente central, condensado em sintomas que vão muito para além das versões que tocam com alguma regularidade de temas de PJ Harvey, The Sonics, The White Stripes ou Yeah Yeah Yeahs. Os Atomic, por sua vez, optam por seguir uma via mais sintonizada com as tradições do hard bop, do free e do improv norteamericano e europeu, sem jamais abdicar de Continue reading