Optimus Alive ’12

Abençoados pelo sol de julho e pela brisa do Tejo, são 60 os concertos que deverão ter lugar entre esta sexta feira e domingo no Passeio Marítimo de Algés, calcando a linha de fronteira que distingue Lisboa e o concelho de Oeiras, sob a égide de um cruzamento de músicas urbanas que se proclama Alive como nenhum outro. À sua sexta edição, a já habitual casa do festival será espaço de simbioses e revivalismos sonoros com o seu epicentro nos alvores dos anos 90: de um certo ângulo, a simultaneidade de Stone Roses, Mazzy Star, Radiohead, Tricky, The Cure ou Refused podem subitamente confundir as nossas coordenadas temporais, conduzindo-nos na máquina do tempo de Marty McFly até ao (já tão remoto) ano de 1993 ou 94 – mas sem grunge, valha-nos isso… A patentear com notável fulgor o arranque dos três dias do evento, hoje, o recinto acolherá o reencontro histórico dos The Stone Roses, 15 anos após a tardia separação do grupo e cerca de 20 depois da singular passagem por Lisboa, fazendo-se também a noite do noise pop das californianas Dum Dum Girls, do experimentalismo atmosférico de Zola Jesus, das subversões feéricas de Santigold e da síntese punk igualmente (e controversamente) renascida dos Refused. Amanhã, são os The Cure que assumem a liderança de cartaz, mas, no que diz respeito a música, a noite deve ser marcada (e marcante) pelo sempre promissor regresso dos mestres James Murphy e Pat Mahoney (ambos ex-LCD Soundsystem) e, em medida um pouco mais contida, pelo concerto que discorrerá, na íntegra, “Maxinquaye”, disco gravado em 1995 por Martina Topley-Bird e pelo seu suspeito padrinho, Tricky. Ainda no alinhamento de sábado, Luke Temple apresentará o seu projeto Here We Go Magic ao lado de nomes como We Trust, Noah And The Whale ou Katy B, entre outros. Para domingo, haverá Radiohead, mas, acima de tudo, os indeléveis blues sedados dos Mazzy Star prometem outro idílico regresso a 1990 ou 1993 (anos das suas duas obras primas, respetivamente “She hangs brightly” e “So tonight that I might see”), e os vertiginosos The Kills prometem potenciar até ao limite o rock visceral de “Blood pressures” e dos seus anteriores registos. A partilhar atenções, também nas horas finais do festival estarão o canadiano Caribou ou os portugueses B Fachada (que aproveitará a deixa para revelar o seu novo “Criôlo”), Paus e Márcia.

13 > 15 julho
The Stone Roses, Dum Dum Girls, Zola Jesus, Santigold, Refused, etc. [dia 13]
James Murphy / Pat Mahoney, Here We Go Magic, Tricky feat. Martina Topley-Bird, The Cure, We Trust, Noah And The Whale, Katy B, etc. [dia 14]
Mazzy Star, The Kills, Radiohead, Caribou, B Fachada, Paus, Márcia, etc. [dia 15]
festival Optimus Alive ’12
Passeio Marítimo de Algés, Oeiras

 

site do Optimus Alive

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